Crítica - Operações Especiais

Título Original: Operações Especiais
Direção: Tomás Portella
Duração: 01h30 min
Lançamento: 15 de Outubro de 2015
Elenco: Cléo Pires, Fabrício Boliveira, Marcos Caruso e Thiago Martins
Gênero: Drama/Acão
Origem: Brasil
Rio de Janeiro, 2010. Formada em turismo e trabalhando como atendente em um hotel, Francis (Cléo Pires) se anima com a possibilidade de entrar para a polícia civil. Ela presta o concurso e, após ser aprovada, passa a frequentar o curso de habilitação para policial. Trata-se do mesmo período em que ocorreu a invasão no Complexo do Alemão, com traficantes de vários morros cariocas fugindo para cidades periféricas. É o que acontece em São Judas do Livramento, cidade no interior do estado do Rio de Janeiro, que passa a lidar com uma onda de crimes sem precedentes. Para combatê-los é enviada a unidade liderada pelo incorruptível delegado Paulo Froes (Marcos Caruso), que conta com a presença da ainda iniciante Francis. No batalhão ela precisa lidar com a desconfiança dos demais policiais, especialmente Roni (Thiago Martins), e também com as dificuldades da profissão, dos perigos inerentes ao ofício até a corrupção existente ao seu redor.
Análise:
Saudações cinematográficas, queridos leitores do site da Revista Conexão Literatura, tudo bem com vocês? Espero que sim! Hoje vamos falar de um incrível filme nacional, sucesso de bilheterias e de críticas, o escolhido para ser analisado é “Operações Especiais”. Bora lá?
O longa retrata toda rotina e árduo trabalho da polícia civil do Rio de Janeiro, enfrentando diversos perigos e combatendo o crime nas ruas da cidade maravilhosa. Ação do começo ao fim.
O foco principal está em torno da vida da jovem Francis, formada em turismo e trabalhando como atendente em um conhecido e refinado Hotel, vê sua vida mudar por completo quando o seu local de trabalho é invadido por bandidos fortemente armados. É a partir daí que toda a vida da protagonista toma um rumo completamente improvável.
Francis se anima com uma chance de mudar sua vida, fazer parte da polícia civil, após ser aprovada no concurso, passa à frequentar o curso de habilitação para policiais, uma trajetória árdua e desgastante.
O filme mostra uma realidade nua e crua da rotina dos policiais, toda violência que o Rio de Janeiro está passando nos últimos anos, vale lembrar que uma parte do filme mostra o período da invasão das forças armadas no Complexo do Alemão, do qual vários traficantes fugiram dos morros para cidades periféricas.
Roteiro e direção são os pontos fortes do filme, bem estruturado, uma sintonia plana e fluída do começo ao fim, outro destaque é a fotografia, mostrando o lado violento da cidade maravilhosa, coisa que a mídia por muita vezes esconde ou passa uma simples “maquiagem”.
Em se tratando de um filme que retrata todas as dificuldades da profissão, não deixaram de mencionar todo o lado podre e sujo da corrupção.
O elenco dispensa comentários, uma verdadeira tropa de elite de atores e atrizes, em destaque para Cléo Pires no papel da jovem policial Francis.
Esse é um dos poucos filmes nacionais que prenderam minha atenção do início ao fim, um longa que mostra toda uma realidade e falta de equipamentos para os policiais, do qual se arriscam todos os dias para proteger a sociedade.




