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literatura

Clarice Lispector e a arte de sentir com palavras, por Ademir Pascale

Publicado em 17/04/2025
Clarice Lispector e a arte de sentir com palavras, por Ademir Pascale

Clarice Lispector nasceu na Ucrânia em 1920 e veio ainda bebê para o Brasil, onde se tornou uma das maiores escritoras da literatura brasileira. Naturalizada brasileira, cresceu em Recife e depois se mudou para o Rio de Janeiro. Com uma escrita introspectiva, filosófica e profundamente existencial, encantou leitores com sua originalidade. Foi jornalista, tradutora e romancista. Faleceu em 1977, um dia antes de completar 57 anos.

Principais livros de Clarice Lispector:

  • Perto do Coração Selvagem (1943)
  • A Paixão Segundo G.H. (1964)
  • A Hora da Estrela (1977)
  • Laços de Família (1960)
  • Água Viva (1973)
  • O Lustre (1946)
  • Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres (1969)

Seis frases marcantes de Clarice Lispector:

  1. “Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.”
  2. “Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece.”
  3. “Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania.”
  4. “Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa todo entendimento.”
  5. “Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.”
  6. “Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam.”

Curiosidades sobre Clarice Lispector:

  • Escreveu seu primeiro romance, Perto do Coração Selvagem, com apenas 23 anos.
  • Foi comparada a autores como Virginia Woolf e James Joyce por seu estilo inovador.
  • Trabalhou como jornalista e usava pseudônimos em colunas femininas.
  • Amava animais e conviveu com cachorros durante toda a vida.
  • Falava várias línguas: português, francês, inglês e iídiche.
  • Considerava-se “brasileira de alma” mesmo tendo nascido fora do país.

Clarice Lispector me toca de um jeito que poucas autoras conseguem. Sua escrita não apenas penetra a alma — ela a transforma. Cada linha carrega um universo de sentimentos, como se Clarice sussurrasse segredos do mundo ao pé do ouvido. Em seus textos, encontro reflexões profundas que me fazem repensar a vida, a literatura, a mim mesmo. Suas palavras são carregadas de sensibilidade. Clarice me mostra que escrever é um ato de coragem e libertação. Ela me inspira a seguir escrevendo, buscando sempre tocar o leitor como ela me tocou.

E se você ainda não leu Clarice, fica a dica.

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